Alguns vídeos contam um pouco da história do professor João do Corujão

Livros foto

 

 

No RJ TV:

Bate Papo – O homem que montou dezenas de bibliotecas solidárias

Link: http://www.youtube.com/watch?v=xlzh1FSZmx4

Na Globo News:

João conta o início e  Rollo recita Nietzsche

Link: http://www.youtube.com/watch?v=m21q50UKnx8

Com Jorge Ben Jor

Link: http://www.youtube.com/watch?v=jUmN4a3if-I

Fonte foto: blogamos.com

É sempre bom falar de amor

As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo,

Não precisas ser amante,

e nem sempre sabes sê-lo.

Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graça

e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,

é semeado no vento,

na cachoeira, no eclipse.

Amor foge a dicionários

e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo

bastante ou demais a mim.

Porque amor não se troca,

não se conjuga nem se ama.

Porque amor é amor a nada,

feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,

e da morte vencedor,

por mais que o matem (e matam)

a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade

Link: http://pensador.uol.com.br/poesias_de_carlos_drummond_de_andrade/

Esperança

Esperança

Desejamos a todos um Feliz 2013!

 

Esperança

Mário Quintana

 

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano

Vive uma louca chamada Esperança

E ela pensa que quando todas as sirenas

Todas as buzinas

Todos os reco-recos tocarem

Atira-se

E

— ó delicioso vôo!

Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,

Outra vez criança…

E em torno dela indagará o povo:

— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?

E ela lhes dirá

(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)

Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:

— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…

Texto extraído do livro “Nova Antologia Poética”, Editora Globo – São Paulo, 1998, pág. 118.

Tudo sobre o autor e sua obra em “Biografias”.

 

Link: http://www.releituras.com/mquintana_esperanca.asp

Fonte imagem: http://boasnovasvemladosceus.blogspot.com.br/2012/05/nossa-esperanca.html

Repassando: “Grandes solilóquios do Teatro III”, por Pedro Lago

Henrique V

William Shakespeare nasceu em Stratford-upon-Avon em 23 de abril de 1564 e morreu no mesmo lugar em 23 de abril de 1616. Henrique V é uma de suas peças históricas mais conhecidas. Encenada pela primeira vez em 1599, a ação centra-se nas batalhas de Harfleur e de Azincourt num dos conflitos que compõem a Guerra dos Cem Anos (1337-1453) e trata de um dos personagens mais importantes da história da Inglaterra, o monarca Henrique V, que governou de 1413 a 1422, pacificando a Inglaterra e consolidando a monarquia. É um texto essencialmente nacionalista onde, a todo momento, o Rei agradece aos céus pelos triunfos. Este é o famoso discurso de Henrique V no Dia de São Crispino antes da batalha de Azincourt em pleno campo de batalha.

HENRIQUE

(HENRIQUE V DE WILLIAM SHAKESPEARE)

tradução de Beatriz Viégas-Faria

Quem é este que deseja tal coisa? Meu primo

Westmorland. Não, meu iluminado primo. Se estamos

marcados para morrer, somos perda suficiente para o

nosso país. Se marcados para viver, quanto menos homens,

maior fração de glória competirá cada um. Pelo amor de Deus,

eu lhe peço, não deseje nem um único homem a mais.

Por Júpiter, não tenho ganância de ouro, nem me importa

quantos comem às minhas custas. Não me entristece ver

outro homem vestindo meus trajes. Essas coisas exteriores

não habitam os meus desejos. Mas, se for pecado ter

ganância de honra, sou a alma mais pecadora aqui neste mundo

dos vivos. Não, meu primo, por minha fé, não peça por nem mais

um homem da Inglaterra. Por Deus, não quero repartir com mais

ninguém tão grande de honra, pois tenho grandes esperanças.

Ah, primo, não queiras um único inglês a mais! Em vez disso,

anuncie o seguinte: o homem que não tiver estômago para este

combate está livre para partir. Seu salvo-conduto será confeccionado,

e serão depositadas coroas francesas em sua bolsa para custear

a passagem. Não queremos morrer na companhia desse homem

que teme ter a sua pessoa morrendo conosco. Hoje é dia de São Crispino.

Aquele que sobreviver ao dia de hoje e voltar para casa são e salvo

ficará de ouvidos em pé sempre que este dia for mencionado e vai

inflamar-se só de ouvir falar em São Crispino. Aquele que testemunhar

o dia de hoje e viver até a velhice presenteará seus vizinhos todos os

anos com um banquete, sempre na véspera, e dirá “Amanhã é dia

de São Crispino”. Então ele vai arregaçar as mangas e mostrar

os ferimentos e dizer: “Estas cicatrizes são herança do dia de São Crispino”.

Os velhos se esquecem e, mesmo que ele tenha se esquecido de tudo,

lembrará, contando vantagem, dos feitos que perpetrou naquele dia.

Teremos então que os nossos nomes, na boca deste senhor idoso,

tão comuns quanto as palavras que ele usa no dia-a-dia, serão pronunciados:

o Rei Henrique, Bedford e Exeter, Warwick e Talboth, Salisbury e Gloucester,

e serão todos lembrados uma vez mais, nos brindes de suas taças transbordantes.

Esta história o bom homem há de ensinar ao filho, e não se passará um

único dia de Crispino Crispiano, de hoje, até quando o mundo acabar, sem

que sejamos lembrados. Nós, estes poucos; nós, um punhado de sortudos;

nós, um bando de irmãos… pois quem derrama o seu sangue junto comigo

passa a ser meu irmão. Pode ser homem de condição humilde; o dia de

hoje fará dele um nobre. E os nobres que ficaram na Inglaterra, que estão

agora em suas camas, irmão julgar-se amaldiçoados porque não estavam

aqui e vão se considerar homens de menor virilidade sempre que ouvirem

falar aquele que lutou conosco no dia de São Crispino.

Pedro Lago.

Link: http://corujaodapoesiaedamusica.blogspot.com.br/

Fonte Imagem: theshakespeareblog.com

Repassando: “Ler é jogar”, por Antônio Campos

jogo21-516x340

Como encontrar a Maga? Onde está a Maga? Mas por que é preciso encontrar a Maga? São algumas das premissas que Julio Cortázar lançou mão em O jogo da amarelinha, talvez o romance que melhor colocou em perspectiva que literatura é sorte e azar, destino e acaso. É decisão. A personagem da Maga é o amor que pode se transformar em morte; a estrada que se bifurca entre paraíso e inferno. Cabe ao leitor escolher o caminho e seguir. Tudo depende da próxima página. Cortázar armou uma obra aberta, mas com certas regras a serem obedecidas: posso ler seus 155 capítulos na ordem que preferir. Posso começar no de número 56, voltar para o de número 12 e depois correr para o de número 98. Cada combinação escolhida dá à trama, e às personagens, diferente colorido. Cada combinação traz como Prêmio uma nova Maga.

Até hoje causa polêmica a arquitetura do clássico de Cortazár. Talvez não seja sua obra mais perfeita, ainda que tenha resultado em seu trabalho com maior grau de radicalidade. Lembrar Cortazár é fundamental no momento em que expressões como jogo, gamificação e o neologismo ergódico são colocadas em perspectiva para retratar uma literatura lúdica, competitiva e exploratória como um futuro possível ou mesmo irremediável. Ler como um jogo. Não mais um “jogo da amarelinha” (essa brincadeira infantil hoje tão anacrônica), mas uma disputa entre leitores ou entre o autor e seus leitores (quem tem mais controle sobre a trama? Quem sabe melhor o destino dos personagens?). Até a Academia Brasileira de Letras entrou na discussão e realizou no final de novembro o seminário Jogos e educação: presente e futuro.

Os games são uma nova forma de criar, capaz de influenciar a produção literária e outros tipos de arte. Para o professor norueguês Espen Aarseth, da Universidade de Bergen, “os jogos mudam a maneira como leitores e autores vêem o mundo. Isso fica óbvio à medida que autores que cresceram com games começam a escrever”. E continua: “cada vez mais pessoas passam tempo em experiências lúdicas, exploratórias, competitivas, que são games, em contraste com a literatura tradicional, passiva e linear”.

Pensar na leitura como um jogo talvez seja uma forma de reapresentar a ficção para novos e novíssimos leitores em tempos de tablets e “computadores-luz”, para “roubarmos” aqui uma expressão de Caetano Veloso. Mas quem sabe a leitura seja em essência uma competição, uma enorme competição, em que o escritor arma o seu tabuleiro, cria as artimanhas de algumas regras e assim procura seduzir prováveis “jogadores”? Ao aproximarmos a palavra “jogo” da palavra “literatura” com tamanha ênfase agora acreditamos estar no caminho de resgatarmos a importância da ficção, encontrando uma nova “função” para ela. Mas há décadas Cortázar já nos alertou: ler é jogar.

A Fliporto 2013 entrará na discussão com o tema “A literatura é um jogo” porque sabe que um festival literário precisa ecoar o zeitgeist no qual vivem todas as peças envolvidas no universo do livro. Só não poderemos dizer que iremos começar a “jogar”, porque como advertiu o mestre argentino: estamos jogando desde sempre. A diferença é que em 2013 nossa missão é abertamente encontrar a “verdadeira Maga”.

Antônio Campos

Advogado, Escritor, Editor, Membro da Academia Pernambucana de Letras e Curador da Fliporto.

Link: http://www.fliporto.net/fliporto2012/artigos/ler-e-jogar-por-antonio-campos/

camposad@camposadvogados.com.br

Corujão da Poesia no programa Sem Censura

Sem Censura

Dentre os convidados, está o professor João Luiz de Souza que fala sobre o Corujão da Poesia.

http://www.youtube.com/watch?v=H_aU1hgDaE0

Fonte imagem: http://tvbrasil.ebc.com.br/semcensura/episodio/affonso-romano-de-santanna

Mudança de calendário

Agora o Corujão do Rio acontece nas segundas-feiras, no BARZIN, em Ipanema, com  novidades nas mais diversas manifestações artísticas. Mais informações  aqui.